Bin Hammam se recusa a cooperar com investigação, diz relatório

18 Jul 2011

Mohamed Bin Hammam se recusou a cooperar plenamente com a investigação da FIFA sobre suspeitas de corrupção, segundo um relatório compilado pela Comissão de Ética do órgão máximo do futebol mundial.

O membro do comitê executivo da FIFA e presidente da Confederação Asiática de Futebol está suspenso desde o dia 29 de maio por acusações de suborno. Uma audiência do Comitê de Ética da Fifa começará nesta quinta-feira (21/07) em Zurique, na Suíça.

O relatório sugeriu que Bin Hammam, embora tenha fornecido “alguns documentos, se recusou a fornecer seus registros bancários para revisão e disse que os registros de telefone solicitados não existem”.

Sete associações da União Caribenha de Futebol (CFU) contaram aos investigadores que foram oferecidos ou aceitos presentes de US$ 40 mil no Hotel Hyatt Regency, no dia 10 de maio, após Bin Hammam ter feito uma apresentação sobre sua campanha para ser presidente da FIFA. Segundo o relatório, embora não haja “nenhuma evidência direta” ligando Bin Hammam ao pagamento de subornos, há “provas circunstanciais convincentes” de que ele era a fonte do dinheiro.

Doze dos 25 membros da CFU presentes se recusaram a cooperar com a investigação e podem enfrentar acusações do Comitê de Ética. De acordo com a “Press Association”, o relatório diz que as testemunhas afirmaram que o ex-vice-presidente da FIFA, Jack Warner, disse às 25 associações da CFU no dia 11 de maio que Bin Hammam tinha fornecido os presentes em dinheiro.

“Várias testemunhas alertaram que o Sr. Warner afirmou que o dinheiro teve como origem o Sr. Bin Hammam e o dinheiro foi dado a eles como sugestão do Sr. Warner, em vez de um presente mais formal, como uma prata ou um prato”, acrescentou o relatório.